quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Do it yourself, Titãs!

"espírito, espírito, espírito de porco!"

Em 1997, a revista Bizz elegeu o álbum Cabeça Dinossauro, dos dinossáuricos Titãs, o melhor disco de pop-rock já produzido no país. Lançado em 1986, é bem provável que se a eleição fosse realizada hoje, 10 anos depois, o antológico trabalho continuasse nesse posto.

Quase 20 anos depois de seu estouro, muito já foi dito, e tudo que se for elogiado será redundante.

Bom, redundemos então: O disco é genial! É o trabalho mais conciso – ao mesmo tempo em que utilizam punk, funk, hard rock, pop, new wave, etc como ingredientes -, e ácido da banda, hoje conhecida pela molecadinha como aquela dos velhinhos meninões da MTV. Provocador, pesado, um soco na cara da sociedade. Igreja, Polícia, costumes e pudores são rasgados e lançados ao ar, entre gritos e distorções. Vai da barulhenta e caótica A face do Destruidor, até o pegante e clássico reggae Família. Enfim, todo brasileiro deveria ouvir pelo menos uma vez esse disco. Nem que seja para odiar, mas deveria se interar.

Introdução feita e palavras devidamente repetidas, vamos ao que interessa e ao que foi proposto a si mesmo por esse que vos fala: o vídeo-clipe Uma câmera na rocha e uma lama na cabeça, de Cabeça Dinossauro, canção que dá título ao CD. Gravado na Chapada dos Guimarães (MT) sob a direção do titã Branco Mello, o tape é precário e semi-amador. Os integrantes da banda, todos enlameados em um riacho, ao melhor estilo “figurantes de A Guerra do Fogo”, se insinuam, gritam, urram e batucam, como garotas do Fantástico vindas do inferno.

Resumindo: É excelente o vídeo! São uma penca de selvagens com “cabeça dinossauro, pança de mamute e espírito de porco”. Com apenas uma câmera e fazendo bom uso do mote punk “do it yourself” (não confundir com o da NIKE, "just do it"), Mello provavelmente fez, naquela tarde de sol, a sua melhor coisa pela banda.





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Quem acompanha o trabalho dos ex-titãs Arnaldo Antunes e Nando Reis, entende o que foi, e o que é o Titãs hoje. Os dois extremos simbolizados nas vozes esganiçadas de ambos, uma gravíssima e a outra o oposto, dá a deixa da falta que faz a diversidade musical antes experimentada pelos roqueiros paulistas do Colégio Equipe.

3 comentários:

Fernando Rosa disse...

Então mto bom esse post, mas eu soh tenho uma crítica a fazer o "mote punk" o qual vc se refere deve ser Do It Yourself, o famoso Faça você mesmo, e não Just do It o famoso mote da NIKE, que aliás não tem nada haver com punk.
Mas num geral mto boa as suas colocações sobre o albúm e o clipe.

Gustavo Ferreira disse...

ato falho corrigido, por esse que não serviria nem para punk nem para professor de inglês! uhahua =)

Fernando Rosa disse...

Ai agora sim, ficou melhor!