O resultado foi apresentado em duas partes. De cara, da terceira à quinta colocações.
No posto 5, Barulhinho Bom, de Marisa Monte, seguido de Cabeça Dinossauro, com seu esboço de Da Vinci, dos Titãs, e do antológico álbum de estréia dos Secos e Molhados, de 1973.
Até aí, vá lá! Gosto é gosto, não se discute - apenas se critica. A crítica a ser feita é a sentida ausência de Tropicália ou Panis et Cicensis na relação. Não por tudo o que a obra representa na música brasileira, rompendo a barreira do regionalismo ortodoxo e abrindo as cortinas para a música pop - o que nunca é demais frisar. Mas pela capa em si mesmo, idéia dessas que dá vontade de ter tido.
Vamos agora à patacoada. Pesquisas pela internet, assim com as que colocaram o Cristo nas Maravilhas e elegeu Maradona melhor que Pelé na eleição da FIFA, jamais serão confiáveis.
Uma pesquisa em que os encartes de Arroz e feijão, de Daniela Mercury, e (pois é!) Anacrônico, da Pitty, conquistam a primeira e a segunda colocação respectivamente, não dá para se levar à sério.
Os olhos de qualquer pessoa, comparando as outras concorrentes e suas propostas, buscando inclusive as não citadas nesse post, vêem isso.
O cd da rainha do axé-music tem uma foto realmente linda na capa, e o da roqueira, um desenho bem legal. Mas mobilizações de seus fãs em comunidades do Orkut e correntes na rede corromperam a já descriteriosa especulação.
Pelo menos houve um mínimo de dignidade dos diretores do jornal ao apresentar em separado esse resultado, evidenciando o modo em que se definiu a disputa.
Resumo da ópera: Ignorem as duas primeiras colocações.